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Mulheres ganham protagonismo e ampliam espaço na liderança da Sogipa

27/08/2026 - Administração

As Primeiras Damas da Sogipa
As Primeiras Damas da Sogipa

A Sogipa vive um novo momento. A transformação pode ser percebida em diferentes áreas do clube, mas ganha destaque especial na crescente participação das mulheres em posições de liderança e nas decisões que ajudam a definir os rumos da instituição.

 

Hoje, a presença feminina é expressiva na Diretoria Executiva, inclusive em vice-presidências. Esse movimento também pode ser observado na atuação da primeira-dama, Liane Duarte Galvão, que tem participação intensa nas atividades e projetos do clube, e se estende ao Conselho Deliberativo, presidido por Maria Carolina Pietzsch Seitenfus Hagen, primeira mulher a ocupar o cargo.

 

 

A importância desse protagonismo foi tema de artigo publicado pela presidente do CD, Maria Carolina, nesta quarta-feira (26), no jornal Zero Hora. No texto, a presidente do Conselho Deliberativo aborda a presença das mulheres em posições de liderança e a importância de ampliar cada vez mais esses espaços.

 

Leia a íntegra do artigo:

Mulheres na liderança: ocupar espaços para transformar realidades

Maria Carolina Pietzsch Seitenfus Hagen
Maria Carolina Pietzsch Seitenfus Hagen

Por muito tempo, mulheres foram ensinadas a ocupar espaços, mas não necessariamente a liderá-los. Poderiam participar, colaborar e executar, enquanto os lugares de decisão permaneciam predominantemente reservados aos homens. Essa realidade mudou, mas ainda estamos longe de uma representação equilibrada.

 

A presença feminina na liderança não é concessão nem disputa entre homens e mulheres. É uma questão de representatividade, democracia e qualidade das decisões. Mulheres precisam estar onde são definidas políticas, estratégias e prioridades que impactam a sociedade. Tenho vivido essa transformação na prática. Em uma instituição com mais de 159 anos de história, tive a honra de me tornar a primeira mulher a presidir o Conselho Deliberativo da Sogipa.

 

Ser a primeira traz responsabilidade. Significa representar aquelas que vieram antes e trabalhar para que as próximas gerações encontrem menos obstáculos. Também significa enfrentar questionamentos e cobranças que, muitas vezes, ainda são diferentes daqueles impostos aos homens. A firmeza que pode ser interpretada como liderança em um homem ainda pode ser considerada excesso quando manifestada por uma mulher.

 

Mulheres não precisam ser menos firmes para serem respeitadas, nem mais perfeitas para serem reconhecidas como competentes. Precisam ter as mesmas condições para liderar, decidir, discordar, aprender e construir consensos. A liderança feminina não é uma pauta exclusivamente das mulheres. É uma pauta de toda a sociedade. Mais mulheres nos espaços de decisão significam mais pluralidade, democracia e diferentes perspectivas na construção do futuro. Espero que a condição de ‘primeira’ tenha vida curta. Que outras mulheres venham depois de mim, ocupem presidências, diretorias, conselhos e todos os espaços onde decisões são tomadas. Porque cada vez que uma mulher ocupa um espaço de liderança, ela não está apenas escrevendo a própria história. Está abrindo uma porta para todas as que virão depois.

 

Maria Carolina Pietzsch Seitenfus Hagen

 

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