Entrevistas

Ioran Etchechury dá a dica: 'Nunca fico nervoso durante a prova'

 

Com seis anos, Ioran Fernandes Etchechury costumava correr em volta da quadra de sua casa. Não por vontade própria, mas por exigência do pai, já que o garoto preferia passar o tempo livre jogando futebol. Aos dez anos, tornou-se atleta da Sogipa, mas as corridas não eram levadas a sério pelo atleta, que apreciava as competições, não os treinos. Sua opinião mudou a partir dos 15, quando percebeu que era realmente bom na prova de fundo.


A dedicação ao novo estilo de vida e o estímulo do treinador Leonardo Ribas impulsionaram o sogipano a começar uma carreira de sucesso no atletismo. Agora, Ioran se prepara para os Jogos Olímpicos da Juventude, evento para o qual conseguiu vaga ao conquistar medalha de ouro na prova de 2000 metros com obstáculos, com a marca de 6min11seg41, na Seletiva Sul-Americana.

 


1-Quando se tornou atleta da Sogipa?


Comecei a treinar no clube com 10 anos. Meu irmão, o Ruann, já treinava aqui e acabei seguindo o mesmo caminho. Mas não gostava muito de treinar, sabe, preferia participar das competições. Quando era mais novo, não levava a sério o atletismo, achava melhor jogar futebol.


2- Quando mudou esse comportamento?


Quando percebi que era realmente bom na corrida, com uns 15 anos. O Leonardo Ribas, meu treinador, disse que, se eu começasse a treinar bastante, poderia vencer competições. Aí me empolguei.


3- Qual é a sua modalidade?

 
Sou fundista, faço corridas a longas distâncias, chamadas de provas de fundo. Minha especialidade é a prova dos 2000m com obstáculos. No começo, treinava com barreira, mas me adaptei melhor ao obstáculo. Os atletas até brincam que, se alguém bater na barreira, a barreira cai. Se bater no obstáculo, quem cai é o atleta!


4- Como surgiu a oportunidade de morar na Sogipa?

 
Em 2008, ganhei medalha de ouro no Campeonato Brasileiro Menores, que é a minha categoria. Na época, fiquei no 6º lugar do ranking nacional, o que foi um grande avanço. Sempre morei em Porto Alegre com meus pais, só me mudei para os alojamentos da Sogipa em 2010. A adaptação foi tranquila, já estava acostumado com o ambiente do clube e já tinha feito amizade com os outros atletas.
 

5- Como é sua rotina agora?

 
Treino de manhã e à tarde e estudo à noite, no colégio Professor Elmano. Os treinos são exaustivos, mas me cobro muito. Nunca fico nervoso durante a prova. Se eu aplicar o que treinei, dá tudo certo.


6- Como recebeu a notícia de que havia sido convocado para participar dos Jogos Olímpicos da Juventude?


Foi o Léo que me ligou e contou. Estava preocupado, não fiz meu melhor tempo na Seletiva Sul-Americana, acabei com 6 minutos e 11 segundos. Conferi na internet que o atleta da Seletiva Norte-Americana havia feito 6 minutos e 17 segundo e estava fora da disputa. Só faltava o resultado do atleta da Seletiva da América Central. Fiquei na expectativa, mas consegui a vaga!

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